sábado, 5 de maio de 2018

Sofrimento: Responsabilidade e caminho para um bem maior!


Olá queridos e queridas... bom ter vocês aqui!
Voltamos a falar sobre o tema do sofrimento. Este tema que tem levado muitas pessoas a estudar e debater, na tentativa de entender, amenizar e se possível extingui-lo. Entretanto, qual é a relevância na extinção do sofrimento? Seria este o melhor caminho e até destino para o sofrimento? Estaríamos jogando fora a oportunidade de crescer através do sofrimento?

Nos dias atuais, este tema tem levado muitas pessoas aos consultórios de psicologia, psicanalistas, especialista em emoções em geral. Por isto, que abordagens sobre este tema faz tão necessário e se tornam ainda mais relevantes nas sociedades em geral. Especialmente, se faz necessário em nosso lado... aqui no ocidente. Este lado que se esquiva a todo momento do sofrimento e desperdiça os benefícios oriundos dele.

Keller (p.28), apresenta 04 maneiras pelas quais, sociedades com culturas mais tradicionais ajudam as pessoas a reagirem ao sofrimento e o mal. Bem, estas culturas concebem “as causas do sofrimento a partir de critérios altamente espirituais, comunais e morais”.

1- As culturas de visão moralista: Keller, lembra que a expressão moralista aqui apresentada não tem a ver com a conotação pejorativa. Estas culturas “ensinam que a dor e o sofrimento resultam do fracasso das pessoas em viver corretamente... Se a pessoa obedecer à ordem moral e a Deus... sua vida irá bem”. Se algo der errado é porque a pessoa necessita de arrependimento e mudança. À título de exemplo mais puro desta visão, Keller mostra as culturas com a doutrina do carma que é quando a alma sofre repetidas reencarnações e das outras vidas. Diz Keller “ela traz consigo as obras do passado e seus efeitos latentes, incluindo o sofrimento”. (p.28)

Seria um castigo pelo mal comportamento de vidas passadas? Bem, segundo Keller, a explicação para os percussores desta visão, a pessoa “paga cada coisa feita... e a libertação só ocorrerá” depois que você estiver expiado todos os pecados.

2- Na visão autotranscendente como os budistas, os gregos estoicos, o sofrimento é causado pelos “desejos não realizados, que por sua vez resultam da ilusão de que somos seres individuais” e, a solução deste sofrimento ocorrerá quando for extinto “o desejo por meio de uma mudança de consciência. Temos de desligar o coração das coisas materiais e transitórias e das pessoas”. (p. 29)

3- Culturas como o islamismo, o sofrimento tem “um forte componente de fatalismo e destino... as circunstâncias da vida são determinadas... por forças sobrenaturais... Simplesmente pela vontade inescrutável de Alá”.

Assim como no islamismo, noutras culturas, seus indivíduos devem, também, “submeter-se a um destino divino penoso sem fazer concessões ou reclamações... É um modo de encontrar grande sentido no sofrimento”.

4- Segundo Keller, culturas de visão “dualista” do mundo, Deus não está no controle totalmente, mas o mundo “é um campo de batalha entre as forças das trevas e as forças da luz”. E os que sofrem, são vítimas nessa batalha. Assim, o sofrimento é superado pela certeza que o bem triunfará, futuramente. Keller, traz como exemplo para este tipo de cultura, o zoroastrismo puro, antigo. Para eles, “um salvador viria nos últimos dias trazer uma restauração final”. (p.29,30)
Abaixo, um breve resumo a partir da apresentação das visões apontadas por Keller:
Cultura
Orientações aos sofredores
Autotrancendentes
Devem pensar de modo diferente
Moralistas
Devem viver de modo diferente
Fatalistas
Devem aceitar o destino com nobreza
Dualistas
Devem colocar a esperança no futuro

Keller nos apresenta 3 aspectos comuns entre as culturas acima demonstradas a respeito do sofrimento:

1- Não deve ser uma surpresa, pois faz parte da existência humana.
2- Ajuda a pessoa a se "levantar" e caminhar na direção ao propósito da vida. Seja ele qual for.
3- Para alcançar vitória sobre o sofrimento, deve se responsabilizar.

Para Keller, a partir das visões aqui consideradas, “o sofrimento propõe uma responsabilidade e oferece uma oportunidade. A pessoa não deve desperdiçar suas dores” ... mas enxerga-lo “como com um caminho para o bem maior” (p.30,31).

E você, o que concluiu com esta leitura, como percebe e concebe o sofrimento? Acredita que ele é um mal desnecessário que só atrapalha a vida, ou nele, podemos evoluir em conhecimento que resultará em sabedoria e, por fim, em maturidade?


Qual é a sua ideia de sofrimento?

Continuaremos a abordar o tema do sofrimento a partir da leitura de Keller. 

Um abraço e até lá. 

Referência:
Keller, Timothy. Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento, São Paulo: Vida Nova, 2016


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Sofrimento: abordagens e propósito da vida!


Olá queridos, são bem-vindos!
Ao longo da história da humanidade, o sofrimento sempre esteve presente no dia a dia do ser humano. Os indivíduos de qualquer sociedade, sempre foram confrontados com a realidade do sofrimento. Em alguns destes momentos da história, o sofrimento foi entendido e percebido, como algo que poderia ensinar, amadurecer e até mesmo, ajudar o ser este indivíduo. Assim, ele cresceria e seria alguém melhor e mais capaz. No entanto, na atualidade, especialmente, no ocidente, o sofrimento é observado como um monstro que quer nos devorar.

Pensando no sofrimento, farei aqui, algumas considerações que, talvez, tragam luz a esta questão que, muitas vezes consomem as pessoas. As considerações que tratarei aqui, terão como base o livro: “Caminhando com Deus em meio a dor e ao sofrimento” (ver referência no final da postagem)

O sofrimento parece destruir tudo aquilo que dá significado às nossas vidas e pode até nos levar a ideia de que parece ser impossível seguir em frente. Entretanto, faz-se necessário observar como o mundo tem lidado com o sofrimento e as questões relacionadas a ele. Afinal de contas, o saber, pode nos trazer informações valiosas a respeito de um tema universal e que perpassa toda a vida de um indivíduo.

A intenção não é aplacar a dor, amenizar ou extingui-la, mas levantar e considerar o sofrimento a partir da perspectiva de grandes tradições, entender como lidam com este tema tão recorrente e assustador de nossos dias.

É observado que muitas famílias e até mesmo muitas sociedades não sabem ou “não oferece a seus integrantes nenhuma explicação para o sofrimento e muito pouca orientação para lidar com ela” Keller, (pg. 25).

O livro de Keller, revela algumas maneiras como alguns grupos entendem o sofrimento. Veja abaixo, breve resumo de algumas abordagens (pg. 25 e 26).

1- O sofrimento é atribuído ao carma, ou seja, o sofrimento presente é para pagar pecados de vidas anteriores (culturas ligadas ao Carma e reencarnação)
2- O sofrimento está ligado à natureza ilusória do mundo físico (conceito budista)
3- O céu é onde os entes queridos se encontram e ali, todo sofrimento acabará (perspectiva tradicional cristã)
4- Os sofrimentos nos fortalece (baseados em pensadores estoicos e pagãos da era clássica grega e romana)
5- Não se deve recorrer a qualquer consolo “espiritual”, pois isto enfraquece a reação adequada ao sofrimento, a única saída é transformar este mundo num lugar melhor (negam a vida espiritual)

Acima, mostramos algumas abordagens ou considerações relacionadas ao sofrimento, mas existe uma pergunta que é muito comum e requer um olhar mais aprofundado (claro que não faremos este aprofundamento em uma postagem de blog). No entanto, apontaremos a perspectiva de algumas sociedades para a pergunta que envolve, tanto o ser humano, quanto a questão do sofrimento. Esta pergunta tem sido feita de forma mais contundente nos dias atuais. Qual é o propósito da vida humana?

Keler (p.27), traz respostas a partir de algumas culturas:

1- É viver uma vida de bem e um dia ficar livre do ciclo do carma e da reencarnação, recebendo a bênção eterna
2- É a iluminação: o reconhecimento da singularidade de todas as coisas e a conquista da tranquilidade
3- É a vida virtuosa, nobre e honrada
4- É ir para o céu e viver a eternidade com nossos entes queridos e com Deus

Mas o que há de comum nestas 04 visões de culturas diferentes, acima apresentadas? Bem, para Keller (p.27), “para cada uma dessas cosmovisões, o sofrimento, apesar da angústia que provoca, pode ser um caminho importante para alcançarmos o propósito de nossa vida”.

Keller afirma ainda que para estas culturas apresentadas nas 04 abordagens demonstrada anteriormente, o sofrimento é algo importante e que tem um capítulo importante na vida dos seus indivíduos.

Em contrapartida, Keller deixa claro que aqui no ocidente, a visão estabelecida está ligada ao mundo puramente físico... uma visão secularizada e que o único sentido da vida está ligado a liberdade de escolher a vida que nos faz feliz. Olhando por esta perspectiva, o sofrimento só atrapalharia a felicidade e por isto, o seu papel é irrelevante e conclui, “o sofrimento deve ser evitado a qualquer custo, ou minimizado o máximo possível”. (pg.27)

E você que acabou de ler esta postagem, qual é a sua visão de sofrimento? Em qual das visões aqui apresentada, você se apega ou entende como realidade própria?

O propósito da vida humana, a partir das abordagens aqui apresentadas, apontam um pouco ou um todo da sua visão? Qual é o sentido da vida para você especificamente?

Próxima postagem, abordaremos a respeito do sofrimento ainda sob a perspectiva do livro de Keller.

Um abraço e até lá. 

Referência:
Keller, Timothy. Caminhando com Deus em meio à dor e ao sofrimento, São Paulo: Vida Nova, 2016

sábado, 14 de abril de 2018

O que me inspira...?



O que me inspira continuar?

Acordar e saber que você está aqui...

Mesmo que a geografia e a física mintam, afirmando que não é possível...

Sinto tua presença aqui comigo e não é porque as redes sociais nos aproximam de forma virtual, mas você faz parte de mim... uma só carne... sinto que está aqui comigo.

Meu coração não sabe o que é distância com você dentro dele, mas é claro que tem dias que quero te tocar e aí...

Aí eu fecho seus olhos e lembro de como você é e, em minha imaginação, você é tão presente que quase não dá para dizer que você não está aqui de forma real.

Quando amamos, não temos limites para este amor, não temos incertezas em nosso coração, apenas pensamos sobre quando nos encontraremos outra vez!

Acho que todos pensaram que a distância mataria nosso amor, mas agora, todos podem ver que isto é temporário, esta distância só nos aproximou e de uma forma tão maravilhosa que nunca imaginei que seria assim.

Eu posso dizer que te amo mais e mais... sonho com você todas as noites e durante o dia, também. Sinto tua falta... sim, sinto muito, mas ao mesmo tempo, me preparo para o dia de te ver e estar em teus braços... te envolver em meu abraço e fechar os olhos para eternizar e “computar” em meu sistema coronário as memórias afetivas e significativas que tanto podem nos ajudar quando estamos longe.

Assim, eu guardo cada segundo de quando estamos juntos para, em minha memória, ter você em minhas veias, correndo em meu sangue, em meus momentos...
Você e eu somos uma... sim... uma só pessoa que se cruza e se funde em amor intenso... mágico e inspirador.

Quem diria que eu... eu amaria assim? Já sabia que te amava, mas nada se compara a certeza que trago em meu coração e a alegria de poder compartilhar tudo isto contigo. É, queria ter mais palavras para expressar o que sinto, para expressar o meu amor de forma mais profunda, mas acredito que, parte do que sinto... já foi escrito aqui, então, não se engane minha morena... este amor é para a vida toda e para toda a vida!

Nem distância impede o meu amor e a capacidade de lembrar e viver em minhas memórias o que temos... e olha que temos muito... e o mais engraçado é descobrir que estamos nos descobrindo, assim, no meio desta distância.

O que me inspira? Você, o nosso amor e até esta distância que tanto nos aproxima!

Te amo!


Rai Godoy
Esta poesia eu fiz para um amigo que queria oferecer a esposa que estava fazendo níver, mas resolvi postar para os meus amigos aqui do blog... espero que gostem!
Infelizmente, este casal se vê pouco, pois ele teve que se mudar devido ao emprego. Ele foi transferido e ela trabalha em órgão público estatal, se vêm apenas de mês em mês.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Uma unha de cada cor!


Olá queridos, 

Hoje, dia 05.04.2018, iniciei um atendimento com uma cliente de 16 anos, e sempre eu converso perguntando como foi a semana. Quando eu indaguei a série que ela estava, me respondeu que era o 2º ano do 2º grau e, naquela hora, eu lembrei de quando estava na escola neste mesmo período. Então, comecei a contar para esta cliente de 16 anos, o que tinha acontecido comigo.

Muitas coisas aconteceram quando eu fiz o segundo grau. O que vou contar aqui, não tem nada demais, mas deu vontade e me sinto livre para fazer isto. Então, espero que, de alguma forma, este texto que compõem um pedacinho da minha história, possa te trazer algo de bom. Se não trouxer, peço desculpas.

Lembro bem daqueles dias, eu devia ter a mesma idade que esta cliente que falei acima. Eu costumava dançar break nas ruas de Salvador-Ba, lembro-me bem que estudava a tarde, no Centro de Salvador, Colégio Central da Bahia. Fica bem perto da Estação da Lapa, terminal de ônibus urbano.

Falar desta escola é lembrar da sala da diretoria... era uma sala linda. Os móveis eram extremamente antigos, mas eram bem conservados. Uns sofás diferentes deste que vemos hoje em dia. Parecia que eu estava na sala de D. Pedro... (D. Pedro I ou II...?) Sei lá... kkkk. Apenas parecia aquelas mansões antigas e luxuosas dum período bem distante.
Só fui lá uma única vez, quando eu participei de uma reunião de alunos revoltados contra o sistema de ensino... nunca mais voltei àquela sala, mas a intenção era falar das unhas... então, vamos lá...

Avenida Sete de Setembro, uma das ruas próximas à Praça do Relógio São Pedro... (era uma praça pequena com um relógio grande). Bem, na Avenida Sete de Setembro, próximo a esta praça do relógio, havia uma das Lojas Brasileiras¹. Ali vendia muitas roupas e acessórios... uma moça que representava uma marca de esmaltes, estava ali para mostrar as novas cores para os clientes, mas nós estudantes, estávamos ali para outra coisa. A intenção era rodar aquelas ruas de centro de cidade, especialmente quando a escola não tinha aula e nos dispensava.

Bem, eu estava sempre por ali... gostava de matar a aula mesmo, pois me enfadava facilmente. Eu tinha uma rapidez para entender o que os professores ensinavam. Então, não ligava muito para estar todos os dias em sala de aula. Haviam uns alunos que tinham as mesmas aulas que eu, mas tinham dificuldades para aprender... eu ganhava dinheiro dando aulas particulares para eles.

A questão era que eu estava ali no dia do lançamento de novas cores de esmaltes, mas eu estava ali para ouvir as músicas que aquela loja tocava alto e eu dançava break... ganhava dinheiro dos pedestres que gostavam do estilo da dança. De verdade, eu não precisava receber aquele dinheiro, pois não faltava as coisas em casa... eu gostava de me exibir dançando entre os meninos de rua.

Eu acreditava que as pessoas da loja, não gostava da gente ali na porta, fazendo um alvoroço com nossa dança... e a gente dançava bem... era o auge do break e de Michael Jackson. Mas um belo dia, a moça que representava a tal marca de esmaltes me chamou e disse que todos da loja amavam a gente estar ali juntado gente na porta da loja, pois dava lucro. Lembro que ela disse que queria fazer um agrado, um mimo para mim. Me chamou e disse que pintaria minhas unhas de graça... e eu? Fiquei feliz da vida, apenas uma bobagem, mas fiquei feliz... adolescente daquele período ficava feliz quando ganhava algo... não sei se é assim hoje em dia.

Bem, eu me sentia reconhecida por aquilo que fazia... dançar na porta de uma loja... e eu ia totalmente a caráter! Kkk Mas ninguém tinha me convidado. Kkkkkk
Lembro de ter sentado lá no banquinho e a moça pediu para eu escolher que esmalte eu queria que ela pintasse e eu disse: “Eu quero todas as cores. Uma cor em cada unha”! Ela se assustou, pois naquele período não era comum isto, mas eu queria e ela não me questionou... sorriu e pintou minhas unhas... uma de cada cor!

Não sei ao certo porque eu lembrei disto, nem sei porque eu quis escrever sobre este assunto, mas está aí o texto para você! Espero que você também tenha recordado de algo legal da sua adolescência ou juventude como um todo.

Gratidão por você que veio ler... quem sabe, um dia, eu te conto uma história em que a minha professora pediu para que eu cortasse meu cabelo? Se você quiser saber esta história, eu te conto, é só comentar que quer conhecer esta história e eu prometo que contarei para você. 


¹Para você que é mais curioso um pouquinho. As Lojas Brasileiras (Lobras) foram uma tradicional rede brasileira de lojas de departamentos e variedades. Encerrou as operações em 1999 após uma série de prejuízos que vinham ocorrendo desde 1996. Possuía 63 lojas espalhadas por vinte estados do Brasil. A Lojas Marisa, pertencente à família Goldfarb, comprou o controle acionário em 1982. Informações disponíveis em https://pt.wikipedia.org/wiki/Lojas_Brasileiras acesso em 05.04.2018


Rai Godoy

terça-feira, 27 de março de 2018

Errou? Então, aprenda!



Cobranças e autocobranças... é muito fácil encontrar pessoas que vivem buscando a “perfeição” de si mesmas. E, não é difícil encontrar pessoas que erram, mesmo quando tentam trilhar o caminho da “perfeição”.

A questão é que erramos, todos os dias, erramos sempre! Erramos e não ficamos muito atentos para imprimir uma melhora através dos aprendizados oriundos do erro. Afinal, se o erro ocorreu, é porque houve uma tentativa em se acertar.

A verdade é que, muitos de nós, temos a tendência de se culpar por aquilo que fazemos de errado e, sempre que podem, procuram descartar os erros mantendo-os longe de suas mentes, (como se isto fosse possível) através da autoculpa, por exemplo... na maioria dos casos, pois outros, simplesmente, culpam as outras pessoas, eventos, situações ou coisas pelos seus erros.

Bem, não importa o que as pessoas fazem para descartar os erros, o que vale mesmo é buscar entender, considerando como os erros podem ser um benefício quando eles ocorrem. Assim, procurei listar algumas considerações a respeito do erro e o tornar-se mais humano através da experiência que eles nos trazem.

Nossa intenção não é difundir o erro como uma coisa boa de se viver ou normalizar a ponto de não se preocupar mais em querer acertar. Pelo contrário, nossa intenção é aproveitar quando errarmos e considerar todas as possibilidades que surgem a partir do ato de errar e, assim, poder sim... significar cada uma delas. 

1- O erro por si só, como já observamos acima, traz em seu espaço, a condição de que, se alguém errou, é porque se deu ao luxo de tentar. Diferentemente daqueles que ficaram apáticos e indiferentes, ou até mesmo com medo de enfrentar algo. Seja um saber ou uma experiência de vida. É como aquela canção de Roberto Carlos que diz: “...se chorei ou se sorri... o importante é que emoções eu vivi”.

2- O erro, pode nos ensinar que aquele caminho tomado não é o melhor, então, não precisamos repetir, pois já vimos com o primeiro erro que não vale a pena tomar, de novo, este mesmo caminho. Isto nos dá a liberdade de alargar as fronteiras de nossa mente e caminhar por novas trilhas.

3- O erro pode nos trazer um aprendizado que, talvez, um acerto assim, “de cara” não nos traga, pois se houve um erro, é porque aconteceu uma verificação através de uma avaliação mínima.

4- O erro nos torna mais experientes para ajudar outras pessoas a não tomarem um caminho parecido. Eu diria que esta é a parte do erro quando ele se torna algo que ajuda no patamar da socialização ou bem comum.

5- O erro traz maturidade quando lidamos com ele de forma mais assertiva. Então, aqueles que erram e aprendem algo, podem amadurecer de forma muito positiva.

6- O erro não pode ser o motivo da autovitimização, se tivermos uma forma madura de enfrentar os nossos erros, certamente iremos promover uma autoanálise que nos ensinará muito sobre quem somos, pois, o erro visto de forma correta, pode resultar em autoconhecimento.

7- O erro nos tira do patamar da arrogância e nos torna mais humildes. Assim, o erro pode nos tornar pessoas acessíveis a outros que nos percebe como humanos. O erro pode nos unir as pessoas. Lembrando que esta união pode ser algo com resultados positivos ou mesmo negativos, vai depender da forma como lidamos com este erro.

Errar é humano, mas o que você faz do seu erro, também, deve-se torna-lo mais humano. Por fim, o erro é algo que está presente na condição humana e não temos muito como fugir deles, mas podemos fazer de nossos erros... nossos acertos!

E fica a dica: Errou? Então, aprenda!

Gratidão a você que veio!

Rai Godoy

terça-feira, 20 de março de 2018

Problemas: Desafios e Possibilidades!


Olá! Sejam bem-vindos! 
Todos os dias, me deparo com pessoas que me procuram pedindo ajuda para solucionarem os seus problemas emocionais, financeiros, relacionais, conflitos pessoais, etc. No entanto, muitos acreditam que, a solução de seus problemas, estão a um passo de mágica.

Cada vez que um problema surge, um novo desafio se desdobra diante de nós. Somos chamados a enfrenta-lo da melhor forma possível, evitando que este problema se espalhe e se instale em outras áreas de nossas vidas. No entanto, muitos de nós não damos a devida atenção no quanto crescemos quando somos desafiados a resolver um problema.

Infelizmente, muitos de nós choramigamos com problemas, tantos os grandes, quanto os pequenos... temos preguiça em pensar nas possíveis soluções, em racionalizar as possibilidades em sair de certas situações ruins. Mas os problemas são condições propícias que nos mostram a nossa capacidade em gerir a nossa vida com destreza.

Abrir os olhos para as várias possibilidades de reciclar nosso aprendizado, através dos desafios, deveria nos mostrar o quanto somos honrados quando grandes desafios nos alcançam. Só as grandes mentes são capazes de perceber as muitas e variadas facetas do crescimento através do desafio e a oportunidade de demonstrar a capacidade criativa em mudar situações.

Somos capazes... e, é por isto que os desafios chegam até nós. Estes desafios nos levam e elevam a um patamar e a uma condição única, onde podemos nos destacar e ainda sermos renovados com o poder do conhecimento que, ao ser colocado em prática, são transformados em delicioso banquete de sabedoria.

E você, prefere reclamar dos desafios que a vida te oferece ou os enxerga como oportunidade de mostrar toda a sua capacidade de inovar e renovar?

Gratidão a você que veio ler!

Rai Godoy

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Um Sonho de Fantasia!


Quero um sonho de fantasia,
Muita cor e alegria!
Brincadeira de palhaço,
Aqui ou noutro espaço!

Quero sonhar outra vez...
Agora, observando a timidez!
Nada de mostrar intensidade...
Quero falar, apenas a verdade!

Olhar em teus olhos de novo!
E mostrar um renovo!
Quero ir devagar!
Mas gostaria de um contrato, firmar!

Sei que decidir, é devagar...
Lentamente, avançar!
Mas confesso que não gosto de lentidão!
Por mim, já te levaria ao chão!

Nocaute amoroso,
Primoroso,
Nada... rigoroso!

Mas eu acho que será apenas um sonho de fantasia!
Que meus pensamentos me propiciam!
Se você deseja novamente...
Eu ficaria bem contente!

Contente, em saber que ainda deseja,
Que ainda almeja!
Mas eu preciso que você esteja certa!
Amorosa e sempre aberta!

Não se feche em seus devaneios!
Me deixa estar nos meios!
Não me traga migalhas...
Só porque um dia, eu fui falha!

Sonde a minha sinceridade,
Acorde para a verdade...
Sinta a potencialidade,
E me dê a oportunidade!

Quero de novo sonhar,
Fantasiar,
Pular...
Amar,
Sorrir...
Cantar!

Mas prefiro mesmo ouvir seu canto...
Que espanta o meu pranto!

Vem de novo sonhar
Comigo realizar!


Rai Godoy

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vivendo um dia de cada vez!

Pensando no aqui e agora... usando o passado para, depois de avaliar as ações deste passado, poder usar o que aprendeu e viver um presente com mais possibilidades de acertos.


Pensando no aqui e agora... fazendo dos resultados avaliados do meu passado para transformar o meu presente e me encontrar com um futuro muito mais bonito.

Sim, podemos fazer um futuro muito mais bonito, apenas olhe para o passado para verificar os aprendizados e poder melhorar as escolhas no presente para que o seu futuro seja muito mais promissor.

Sim, você pode! Você tem o privilégio do passado, mas o que vai prevalecer para que o seu futuro seja mais bonito, será a forma como você olha para este passado... como você avalia as suas tentativas e as vê como aprendizado.

Um segredo, então, para um futuro mais feliz é observar o passado sim, mas fazendo dele um livro de aprendizados... um livro de sabedoria... lendo-o todos os dias... como uma fonte de sabedoria, sim, pois no passado as escolhas nos tornou mais inteligentes para agir no presente e transformar o nosso futuro.

Transformar é mudar a forma... e o melhor é que podemos fazer isto... então, eu te convido a olhar para o passado, mas lembre-se, é um novo olhar, um olhar de quem observa as possibilidades múltiplas... um olhar de quem não tem dificuldades em fazer diferente e ser grato pelo que já foi realizado, pois todas as realizações nos torna mais inteligentes, mas isto só acontece quando valorizamos nossas escolhas, sejam elas quais forem... se você está vivo é porque, a você, foi dada uma nova chance para reescolher!

Acredite em você e viva seu presente, buscando sua sabedoria no passado e programando um futuro poderoso. Para que isto aconteça, não olhe apenas para o passado, e não fique focado no futuro, apenas viva... um dia de cada vez! Isto é equilíbrio!

Não tenha medo de sua história passada, ela é a sua história... mas viva intensamente, um dia de cada vez!

Gratidão por você que veio: Vida e Luz!

Rai Godoy 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Tem Cheiro de Novidade...


Tem cheiro de novidade no ar,
Mas não consigo identificar!

Estou de olhos bem abertos!
Buscando o que está perto!                                                                         

O que está distante não me convence!
Aprendi a ser prudente!
Nem pensar no “de repente”,
Isto não me deixa nem um pouco, contente!

Quero ter o meu jardim...
Com uma rosa ou jasmim!
Quero poder regar!
Cuidar!
Tratar!

Ver crescer!
Sem corromper!

Sem forçar,
Apenas, alimentar!

Dia após dia...
Não é filosofia!!!
Nem tão pouco, anestesia!

Prometo cautela,
À luz de vela!
Sem querela!!

Acreditar... já ajuda!
Só quero quem escuta!!

Olha, troca, amola!
Som de viola!
E nada de esmola!!

Tudo com fartura!!
Harmônico e partitura!!
Um sonho de gravura
E, partir para a pintura!!

Olhar nos olhos profundamente...
Ensaiando com a mente!
Isto é coisa competente!
Reluzente!!
Bem presente!

A distância não me fascina,
Nem tampouco me ensina!

A não ser, ficar distante!!
Nem penso se é importante!

Sinto tem cheiro de esperança!
De tempos e abastança!

Estou no aguardo e atenta!
Já não sou, oito ou oitenta!!

Sei esperar,
Pois tem um cheiro no ar!
Só precisar se mostrar,
Mas se apresente devagar!


Rai Godoy 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Escravos de Opiniões Que Não Mudam!

Para as pessoas, todos dias, o sol nasce e nasce para todos! Outros, vão dizer que, em dias nublados, o sol não saiu. Alguns vão falar que, às vezes, o sol parece que foi embora!

A verdade é que o sol está sempre lá, bem no lugarzinho dele. Sendo visto ou não, sendo querido ou não, acreditando que ele esteja lá ou não e, nós seres humanos é que temos a ilusão de acreditar que ele nasce, se esconde ou vai embora.

Assim, como acreditamos nestas coisas relacionadas ao sol, temos também ideias fixas relacionadas às pessoas e às muitas coisas que estão à nossa volta.

É surpreendente a necessidade que temos em acreditar que as coisas estão aqui ou ali simplesmente por não entendermos o que, de fato, se passa. Em alguns casos, estamos tão acostumados a dizer que o sol não saiu hoje, (em dias nublados) que nem pensamos que, de fato ele está lá mesmo, onde está todos os dias. E mesmo quando temos certeza e consciência da presença dele no mesmo lugar, teimamos em repetir que ele não saiu.

Se olharmos atentos à nossa volta, verificaremos que existe um monte de coisas que aprendemos e repetimos, sejam ideias ou comportamentos, mesmo quando sabemos que são ilusões humanas, mas ainda assim, acreditamos que as coisas são daquela forma que acreditamos e continuamos com os mesmos comportamentos.

Lembro de uma amiga que estava acostumada a me olhar da mesma forma por anos e sempre dizia que eu não mudava em determinados comportamentos, mesmo depois de anos, ela não conseguia enxergar as mudanças que havia se estabelecido em mim. Ela estava sempre repetindo que eu não mudava, mesmo que todos os acontecimentos, decisões e comportamentos já não fossem os mesmos, ela continuava a dizer a mesma coisa.

Com o tempo, eu percebi que mesmo eu mudando com todos, com aquela pessoa que não acreditava em minha mudança, eu repetia os mesmos comportamentos de fato. Então, chegou um determinado momento em que tive que me afastar e sair daquela opinião imutável.

Por fim, eu aprendi que, muitas vezes, para crescermos realmente e obtermos mudanças, precisaremos nos afastar das mentes que não acreditam em nós e nos aliarmos com mentes que nos incentivam a colocar em prática as nossas mudanças.

E você? Já escravizou alguém com a ideia de que esta pessoa nunca mudaria? Você já foi escravizado pela opinião alheia de que você não mudaria nunca?

Pensar em pequenas coisas como estas apresentadas acima, pode nos mover em reflexões profundas e na capacidade de gerir mudanças. No entanto, se preciso for, se afaste de mentes que não acreditam na sua capacidade de crescer, mudar, pois na verdade, esta pessoa é que tem uma mente imutável!

Fique atendo e não escravize nem se deixe escravizar por pessoas que não conseguem mudar a opinião sobre o outro ou sobre você!

Mudanças requer vontade, um espaço de possibilidades e, muitas vezes, apoio contínuo!

Gratidão a você que veio: Luz e Vida!

Rai Godoy

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Um dia, eu tive um sonho...


Sonhei que era jardineiro,
Sem desespero,
Trabalhava de janeiro a janeiro

Plantava,
Regava,
Amava,
Preparava!

Flores diversas,
Lindas, como estas!

Sim, como estas rosas...
Belas e formosas!

Cada uma de uma cor!
As duas, com resplendor...
Tratei-as com carinho e amor!

Engraçado... pensar agora,
Uma, tinha cheiro de amora...
A outra, uma caixa de pandora!

A que tinha cheiro de amora, eu cuidei
Me entreguei,
Aos cuidados, eu me dei!

Mas a caixa, eu cuidei mais de perto!
Pois estava no deserto!
Fui incorreto,
Mas discreto!

Minhas rosas são belas!
E, eu, brigo por elas!
Uma é aquarela...
Mas de todo modo, não revela!

Amora é cuidadosa,
Desejosa,
Amorosa!

Também tem muitos encantos,
Mas também, fica em seus cantos

Conta uns contos
E alimenta os tontos!

Não me pergunte sobre as minhas flores...
Já tive dissabores,
Mas acreditem, são meus amores!

Minhas rosas são belas e perfumadas,
Só andam bem guardadas,
Alimentadas,
Bem cuidadas!

Rosas da mesma cor,
Que supera através do amor!

Gratidão a você que veio... Luz e Vida!

Rai Godoy

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Um Dia de Cada Vez...


Como amamos a pressa, a rapidez e a velocidade! Mas como isto nos afeta?

Bem, antes mesmo de pensarmos em existir, fomos lançados a uma condição de encontro... houve um dia marcado para nos encontrarmos conosco... o espermatozoide com o óvulo.

Aconteceu a fecundação e, sem falar dos detalhes, esperamos um processo de maturação e desenvolvimento por aproximadamente, 9 meses. Nascemos e enquanto crescemos, fomos aprendendo tantas coisas: comer sozinhos, andar, usar o peniquinho, ir à casa do vizinho, brincar... fazer amigos!

Passamos pelas fases da vida e todas as etapas do nosso desenvolvimento deveriam nos ensinar a viver... um dia de cada vez... mas a tecnologia avançou e nos fundimos a ela sem perceber, navegamos há uma supervelocidade! Esquecemos de que somos humanos, apenas seres humanos... sim, com várias áreas de nossa vida que, teimamos em desconectá-las.

Até que foi interessante estudar e conhecer o ser humano a partir de suas várias dimensões, deveria ser apenas para estudos, mas não foi o que aconteceu e nos desconectamos. Achamos que o corpo funciona bem sem o espírito e a mente é desconectada de nossas outras dimensões, mas as nossas partes formam um todo e dizem quem somos.

Acreditamos que tudo é velocidade, talvez o corpo ame isto, mas a mente não suporta e o espírito não comporta esta rapidez, pois ele é calmaria, é pensar, meditar, ponderar e refrescar. Assim, se não for um dia de cada vez, não teremos a capacidade de sobreviver com saúde física e mental.

É preciso respeitar os limites das dimensões humanas e conectarmos com estas várias áreas, sermos um e respeitar o tempo deste um que reúne as várias partes e saber que cada uma delas tem o seu próprio tempo.

No dia que aprendermos isto, será mais fácil, muito mais fácil, estabelecer a nossa comunhão e a unidade tão aguardada pela humanidade que caminha com pressão para a divisão eterna!

Pense nisto, observe, considere e mude para que transformações sejam realizadas dentro de você e consequentemente, no mundo!

Que bom que você veio... tirou um tempo para refletir comigo!

Gratidão pela união e por saber que, um dia de cada vez, é uma ótima escolha para cada um de nós, para todos nós!

Vida e Luz!
Rai Godoy